Venho aqui reportar mais um dos acontecidos na minha vida de Administrador Público. Uma das minhas atribuições no cargo que ocupo é cuidar do setor de transporte da unidade onde trabalho. Além de pagamento de diárias, prestação de contas e regularização dos veículos, também sou responsável pelos motoristas. Posso dizer, que de longe, das tarefas que eu citei a última é sem dúvida a mais complicada. Lhe dar com o ser humano, principalmente quando não se pode formar uma equipe que seja do seu agrado, é complicado.
No entanto, apesar de receber diversas reclamações de motoristas, certo dia chegou a minha mesa uma denúncia encaminahda pela Ouvidoria. Segundo o reclamante (anônimo),um dos motoristas estava levando o carro para do Estado para casa e ainda utilizando-o para fins particulares. Depois de muita averiguação, e conversa direta com o motorista, identificou-se o problema: Na verdade o reclamante era um vizinho do motorista que não gostava do mesmo, e por isso estava utilizando deste meio para resolver outros problemas de cunho pessoal.
Reflexões e generalizações (experiência exterior)
A ouvidoria é um setor de extrema importãncia dentro de qualquer órgão. É através dele que pode-se obter um feedback da população. Além disso serve como uma poderosa ferramenta de corregedoria, pois nenhuma denuncia passa (ou não deveria passar) sem ser averiguada. No entanto, é lamentável que o seu próposito seja desvirtuado, e acabe atrapalhando o serviço público. As pessoas tem que tomar consciência de que ao fazer isso elas são as prejudicadas.
Este fato me remete a uma propaganda que ouvi há algum tempo nas rádios, onde se falava que mais de 50% das ligações feitas para o 190 (telefone de emergência da polícia) são trotes.
Reflexões e generalizações (experiência interior)
Neste caso, demos sorte que o motorista em questão é uma pessoa extramemente responsável e que nunca havia nos dado qualquer tipo de problema. Fico imaginando se fosse algum dos que sempre estão metido em confusão (é infelizmente eles existem e são maioria). Poderia acontecer de haver um pré-julgamento e o próprio ter sido prejudicado por algo que não havia feito. Por sorte conseguimos solucionar o problema de forma rápida e ninguém saiu prejudicado, apesar de o motorista ter dito (na minha opinião com toda razão) que iria abrir um processo contra seu vizinho.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Diário do Administrador 2
Como a maioria já sabe, sou Funcionário Público, mais precisamente funcionário do Estado. Trabalho na Secretaria de Estado da Saúde, e diretamente no setor administrativo. Assim, posso dizer que já passei por diversas situações que me fizeram refletir e muitas vezes relacionar com o por enquanto breve aprendizado obtido na ESAG.
Hoje estarei relatando um caso não muito agradável. Dentre várias outras funções, eu também atuo como Pregoeiro nas Licitações da Secretaria da Saúde. Por estar neste cargo, tenho muito contato com diversos fornecedores dos mais diversos ramos, desde vendedores de agulhas até representantes de empresas de evento. E apesar de sempre tentar manter o profissionalismo, sempre existem algumas pessoas que eu acabo me dando melhor, porém nunca deixando isto influenciar na hora dos Pregões.
Num dia desses, alguns dias antes de uma licitação para aquisição de materiais de informática, um dos representantes me ligou. Estas ligações até que são coisas normais, pois apesar da divulgação e clareza dos editais, muitas vezes ainda sim restam algumas dúvidas. Apesar de a orientação oficial ser para as dúvidas serem feitas via fax assinado, muitas vezes são dúvidas tão corriqueiras que por telefone mesmo podem ser sanadas. Mas enfim, voltando a ligação, quando atendi logo reconheci a voz de um dos representantes que nas diversas vezes que pude conversar com ele se mostrou muito simpático e atencioso. O que me surpreendeu no entanto, foi o fato de que ele não estava pra tirar dúvida alguma, nem mesmo bater um papo, mas sim pra tentar obter informações que lhe trariam vantagem na hora da licitação. Minha única reação foi lhe dizer que eu fingiria não ter ouvido o que ele me perguntou, e caso ele voltasse a ligar eu faria a denúncia junto a S.E.S no mesmo horário. Ele nçao ligou de volta.
Reflexões e generalizações (experiência exterior)
É uma pena que este tipo de coisa aconteça no serviço púbico.´Se formos parar pra analisar os diversos escandalos que vemos no dia a dia relacionado a grandes licitações, envolvendo milhões de reais, pode-se pensar que isto seja coisa pequena. Mas na minha opinião, é assim que começa. Uma vez corrompido, o sistema fica suscetível a contaminação, e ao sentir a impunidade, a coisa pode tomar proporções inimagináveis.
Reflexões e generalizações (experiência interior)
Bom, o que eu senti na hora foi um misto de raiva e decepção. Apesar de ouvir falar muito da corrupção em diversas licitações, assim como vários outros assuntos, é aquela coisa que nunca imaginamos que possa acontecer com agente. E além disso, eu pensava que apesar de ter mais abertura com alguns representante, eu imaginava que assim como eu eles soubessem separar o joio do trigo. Fiquei muito decepcionado e por vezes me senti até culpado por derrepente ter deixado a situação chegar neste ponto. De ter dado esta "confiança". No entanto, de cabeça mais fria e depois de conversar com vários Pregoeiros mais experientes, pude perceber que o que eu havia agido da forma certa, afinal o contato com estas pessoas é inevitável e no fim das cotnas somos seres humanos, o relacionamento de qualquer natureza faz parte da sociedade. Assim, depois de muito refletir, pude deitar a cabeça no travisseiro e dormir tranquilo.
Hoje estarei relatando um caso não muito agradável. Dentre várias outras funções, eu também atuo como Pregoeiro nas Licitações da Secretaria da Saúde. Por estar neste cargo, tenho muito contato com diversos fornecedores dos mais diversos ramos, desde vendedores de agulhas até representantes de empresas de evento. E apesar de sempre tentar manter o profissionalismo, sempre existem algumas pessoas que eu acabo me dando melhor, porém nunca deixando isto influenciar na hora dos Pregões.
Num dia desses, alguns dias antes de uma licitação para aquisição de materiais de informática, um dos representantes me ligou. Estas ligações até que são coisas normais, pois apesar da divulgação e clareza dos editais, muitas vezes ainda sim restam algumas dúvidas. Apesar de a orientação oficial ser para as dúvidas serem feitas via fax assinado, muitas vezes são dúvidas tão corriqueiras que por telefone mesmo podem ser sanadas. Mas enfim, voltando a ligação, quando atendi logo reconheci a voz de um dos representantes que nas diversas vezes que pude conversar com ele se mostrou muito simpático e atencioso. O que me surpreendeu no entanto, foi o fato de que ele não estava pra tirar dúvida alguma, nem mesmo bater um papo, mas sim pra tentar obter informações que lhe trariam vantagem na hora da licitação. Minha única reação foi lhe dizer que eu fingiria não ter ouvido o que ele me perguntou, e caso ele voltasse a ligar eu faria a denúncia junto a S.E.S no mesmo horário. Ele nçao ligou de volta.
Reflexões e generalizações (experiência exterior)
É uma pena que este tipo de coisa aconteça no serviço púbico.´Se formos parar pra analisar os diversos escandalos que vemos no dia a dia relacionado a grandes licitações, envolvendo milhões de reais, pode-se pensar que isto seja coisa pequena. Mas na minha opinião, é assim que começa. Uma vez corrompido, o sistema fica suscetível a contaminação, e ao sentir a impunidade, a coisa pode tomar proporções inimagináveis.
Reflexões e generalizações (experiência interior)
Bom, o que eu senti na hora foi um misto de raiva e decepção. Apesar de ouvir falar muito da corrupção em diversas licitações, assim como vários outros assuntos, é aquela coisa que nunca imaginamos que possa acontecer com agente. E além disso, eu pensava que apesar de ter mais abertura com alguns representante, eu imaginava que assim como eu eles soubessem separar o joio do trigo. Fiquei muito decepcionado e por vezes me senti até culpado por derrepente ter deixado a situação chegar neste ponto. De ter dado esta "confiança". No entanto, de cabeça mais fria e depois de conversar com vários Pregoeiros mais experientes, pude perceber que o que eu havia agido da forma certa, afinal o contato com estas pessoas é inevitável e no fim das cotnas somos seres humanos, o relacionamento de qualquer natureza faz parte da sociedade. Assim, depois de muito refletir, pude deitar a cabeça no travisseiro e dormir tranquilo.
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