terça-feira, 7 de julho de 2009

Diario do Administrador 3

Venho aqui reportar mais um dos acontecidos na minha vida de Administrador Público. Uma das minhas atribuições no cargo que ocupo é cuidar do setor de transporte da unidade onde trabalho. Além de pagamento de diárias, prestação de contas e regularização dos veículos, também sou responsável pelos motoristas. Posso dizer, que de longe, das tarefas que eu citei a última é sem dúvida a mais complicada. Lhe dar com o ser humano, principalmente quando não se pode formar uma equipe que seja do seu agrado, é complicado.
No entanto, apesar de receber diversas reclamações de motoristas, certo dia chegou a minha mesa uma denúncia encaminahda pela Ouvidoria. Segundo o reclamante (anônimo),um dos motoristas estava levando o carro para do Estado para casa e ainda utilizando-o para fins particulares. Depois de muita averiguação, e conversa direta com o motorista, identificou-se o problema: Na verdade o reclamante era um vizinho do motorista que não gostava do mesmo, e por isso estava utilizando deste meio para resolver outros problemas de cunho pessoal.

Reflexões e generalizações (experiência exterior)

A ouvidoria é um setor de extrema importãncia dentro de qualquer órgão. É através dele que pode-se obter um feedback da população. Além disso serve como uma poderosa ferramenta de corregedoria, pois nenhuma denuncia passa (ou não deveria passar) sem ser averiguada. No entanto, é lamentável que o seu próposito seja desvirtuado, e acabe atrapalhando o serviço público. As pessoas tem que tomar consciência de que ao fazer isso elas são as prejudicadas.
Este fato me remete a uma propaganda que ouvi há algum tempo nas rádios, onde se falava que mais de 50% das ligações feitas para o 190 (telefone de emergência da polícia) são trotes.

Reflexões e generalizações (experiência interior)

Neste caso, demos sorte que o motorista em questão é uma pessoa extramemente responsável e que nunca havia nos dado qualquer tipo de problema. Fico imaginando se fosse algum dos que sempre estão metido em confusão (é infelizmente eles existem e são maioria). Poderia acontecer de haver um pré-julgamento e o próprio ter sido prejudicado por algo que não havia feito. Por sorte conseguimos solucionar o problema de forma rápida e ninguém saiu prejudicado, apesar de o motorista ter dito (na minha opinião com toda razão) que iria abrir um processo contra seu vizinho.

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